D'OURO
Imóvel, ali permaneceu! Desejei vê-la voar no céu, Mas havia algo que a prendia à rocha, Como uma língua de fogo acesa na tocha. Entendi a sua paixão pela pedra fria e Despi-me das certezas que trazia. Ouvi o seu cantar de glória, Num instante, mil sonhos me vieram à memória. Eis que num bruto movimento de asas, Ela voa rente às casas e, Voltando em direção ao mar, Salpicou na água como alma transparente a brincar. Queria viver no teu mundo, Pensei no meu mais íntimo profundo. Queria ser livre e rasgar o céu azul, Amar o mar e voar rumo ao sul. Mas ela voltou à rocha fria, Havia algo que eu não sabia, Dali ela podia olha o seu tesouro… O mar coberto d’ouro! Liliana Mesquita Machado