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A mostrar mensagens de janeiro, 2024

A ARQUITETURA DA FELICIDADE

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  O mundo vai tentar mudar-te. Desconstruir-te, moldar-te, desenhar de ti uma nova versão. Fecha os olhos. Atribui matemática à substância. Se as contas baterem certo não permitas novas fórmulas. És perfeita, tal como és. Ou não fosse a mão do Criador a mais primorosa de todas. Se fosse para mudar, Deus criava um esboço e não uma obra de arte. Há um propósito em ti. Mantém-te fiel. Podes crescer e evoluir para uma melhor versão, mas sempre de ti mesma. Não te condenes à manada. Destaca-te. Sê genuína. É a diferença que te dá identidade. O teu sorriso é único e sonoro. Não deixes que te silenciem. Os teus olhos são candeias. Não deixes que apaguem a tua luz. És a transparência dos gestos. Os que falam de ti, dirão que és um equívoco. Um erro da natureza. Estranham-se na autenticidade. Têm medo, mas tu não. De ti dirão que és pobre. Que trazes as mãos vazias. O rosto sem máscaras. Que és um desfiar de amarguras. Um esmiuçar de misérias. Que a alegria não pode ter morada na ...

O CÉREBRO DOS AFETOS

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As nossas preciosas memórias. Vivem além do tempo, sem espaço e sem idade. São máquinas do tempo que permitem revisitar lugares e pessoas, sorrisos e momentos de abraço. Perduram. São elementos vivos dentro da nossa alma. Têm forma e cor. Algumas têm aroma e sabor. São o registo mais fiel da tua jornada. São páginas do teu livro. Os teus sonhos materializados. Construir memórias é colecionar afetos. É desenhar um legado que te trará um vislumbre de felicidade. É muito mais que um plano de reforma que traz conforto no avançar da idade. O dinheiro gasta-se. Mas as memórias… ah, as memórias! Essas permanecem, intactas, independentemente das vezes que as extraímos do coração. É lá que vivem. Não na mente. O coração é o cérebro dos afetos. Quando a mente envelhece e vai traindo a nossa capacidade de recordação, as memórias do coração permanecem. Ilesas ao desgaste. E, nesse momento, a única linguagem com entendimento é o idioma do amor. É assim que ativas as memórias do coração. Esse...

A SUBSTÂNCIA

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  Olha para dentro. Não percas tempo a respirar fora de ti. Não te demores no reflexo trivial que outros atravessam pelos dias apressados. Olha para dentro. Descobre o denso mistério da interminável planície que habita em ti. Atreve-te além da superfície que esconde acanhados recantos repletos de luz. Vai, confiante, avistar um mundo novo. Mergulha na profundeza do teu oceano. Descobre a riqueza que as ondas, à superfície, devoram. Faz a viagem que a aparência rouba ao tempo. Volta à tua essência que os tempos são de urgência. Esquece a purpurina, as missangas e o glitter. O pó-de-arroz, o batom e o blush. Dentro de ti há pérolas genuínas a inspirar o universo.   Espreita para dentro. Sem medo e sem pavor. Não te envergonhes do que vais encontrar.   Dentro de ti poderás descobrir um raio de sol a trespassar as tuas janelas. Ou pequenas partículas de poeira a entrar pela tua porta. Olha e observa. Pois cada segundo é um compasso precioso para mudar. Aprende a tra...