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A VIDA, O TEMPO E A DESPEDIDA

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  Nem todos têm a sorte de envelhecer! Passamos pela vida sem protestar a velocidade do tempo. Nascer, crescer e morrer. Pelos espaços entre os processos, vamos derretendo cisma na matéria deste mundo. Fazemos de conta que tudo está bem. Escondemos as dores e a aflição e entregamos a jornada ao esquecimento. É preciso chorar quando a alma tem saudade, dor ou fome. Quando urge o perdido fôlego. Fingir, traz amargura ao espírito. Afinal, andar por cá só vale se formos genuínos. Em hora de balanço final o que vai pesar mais: ter ou cativar? A vida está a ensinar-me o valor da despedida. Sem dizer adeus às pessoas que amo, carrego-as no coração com a esperança de um “até já”. Sentir a dor do adeus é admitir que acaba. Mais vale preservar. Conservar viva a memória de tudo o que é importante. Os sorrisos. Os abraços. O afeto. Abrir as portas para o amor sem temer o fim. A vida está a ensinar-me a preencher os espaços entre os processos com o essencial. Ser presente para quem vive....

Purgatório este?

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  Na ponta do chicote da vida ora colocamos Deus, ora o diabo. No banco dos réus sentamos um e outro, prontos a julgamento como culpados das cicatrizes que a nossa alma encerra. Feridas abertas, marcas do nosso lamento, provas da nossa desgraça medíocre.     E no alto do nosso drama… Oh Deus que me abandonaste. Oh diabo que me tentaste.   Nós? Nós somos isentos de culpa. Puros anjos injustiçados pela ira divina: ou a do altíssimo ou a das profundezas. Nós não temos vontade. Somos marionetas movidas a dedos que, engenhosamente, articulam um e outro ato só com o propósito de nos conduzir ao mau fado.   E… num vasto universo, existe apenas o nosso ego a ecoar para lá das estrelas, num latejar de lamento profundo, a cobrar a Deus porque nos deve e a gritar para o útero da terra, aquele lamaçal de lava a borbulhar pelo nosso pecado, exigindo ao diabo culpas pela indução. Pois nunca a nossa alma foi curiosa por si só para se atracar a um bom pecado e tomar o gosto a...