O CORAÇÃO É A TUA CASA
Coisas que moram no coração.
Nem
sempre são boas. Nem sempre são generosas. Nem sempre são doces. Nem sempre são
despretensiosas. Tão poucas vezes são empáticas. Raras vezes nascem do amor.
Depende da semente que lá se coloca. Depende das mãos que semeiam. Da voz que
canta e do canto que se entoa. Da língua que fala e do propósito que traz nas
palavras. Da intenção que coloca na ação. Do nível de graciosidade que traz na
alma. E, mais do que isso, da forma como olha para o mundo e para os outros.
Não é a raça, nem a cor ou, tão pouco, a casta que dita a ternura de um coração
bonito. Andar coberto de luz não é o mesmo que ter um vestido de alta costura.
A vida não é uma passadeira vermelha.
Coisas que moram no coração.
São
o resultado de quem somos. Um pé-de-meia da vida. São as coisas que amealhamos
no peito para dar aos outros. Há quem guarde tesouros e há quem guarde entulho.
Há olhares que brilham e há olhares que destilam. Há sorrisos que inspiram e há
infernos que vêm à boca. Há quem fale a língua das borboletas e há quem fale o
idioma das moscas. Há quem se importe de parecer e há quem goste de ser. Há
quem admire a verdade e há quem se aventura na mentira. Há quem tenha ao peito
um pomar de frutos suculentos. Há quem germine só fruto podre. Há quem seja
presente e há quem seja esquivo. Há uma luz que se acende e outra que se apaga.
Coisas que moram no coração.
Que
não sejam árvores mortas. Nem jardins por florir. Que seja uma porta aberta
para a gentileza. Ainda há tempo. Ainda há uma luz a despontar no caminho.
O Amor!
Onde,
em ti, a casa se constrói.

Palavras que confortam e inspiram! Um coração habitado por pessoas especiais :)
ResponderEliminarObrigada, Sofia. Sobretudo, pela gentileza desse coração.
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