AMOR LUZ
O amor que brilha na distância.
Perdura
na espessura do tempo, constrói-se, molda-se perante o deserto dos dias. Permanece
acesa a estrela da esperança. Um dia voltas, e trazes as tuas mãos e os beijos
que sonhei para a minha boca. Um dia o teu abraço é honesto. O teu olhar não se
despede do meu. E o tempo não se desgasta. O amanhã não nasce de novo. Não há
passado nem futuro. Só o instante a ditar a nossa sorte. Assim o amor, descobre
a razão para existir tão fundo como a Lua. Tão longe como o sol. Tão denso que
brilha na distância.
Fecha-se na palma das mãos o esquecimento.
Pasma-se
a nossa memória. Ainda sei de cor os teus abraços e de salteado o teu sorriso. O
teu colo é um novelo de afetos que vai desfiando a luz dos teus dedos. Quero-te
assim, à ternura acostumado. Adiando a partida pelo fogo do beijo que inflamo. Desprezamos
as horas que teimam em roubar o nosso espaço, como é tão frágil o mundo onde
tudo passa. E pode voar o planeta, morrer os astros, que é de aperto o nosso
abraço. E não há lei nem universo que proceda ao desapego. Nem chuva ou
desencanto que obrigue ao desenlace. Pois é tão denso que brilha na distância.
Vem para ficar que é de amor a minha promessa.
Segue
o caminho tantas vezes percorrido, e confia na voz pousada nos teus ombros. É
de amor caiado que se desenha a nossa estrada. E de sonhos cor de prata a nossa
estação. Caminha rente aos prados que o tempo não te assalta, nem a sombra te
esmorece. Não temas as ruas estreitas ou as muralhas em ruínas.
Vem na minha direção que não te perdes.
Pois
é tão denso o nosso amor que brilha na distância!
Liliana Mesquita Machado
Liliana Mesquita Machado

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